terça-feira, 26 de abril de 2016

Refletindo o "passado"



O Passado no Espelho

Sua imagem no espelho te mostra um pouco do passado,
Um reflexo com menos de um segundo de atraso,
Utilizamos este momento para sonhar um futuro,
Este pode, não ser só um tiro no escuro.

Não é por ser só um reflexo,
Que não refletimos sobre o nexo,
De sorrisos e lágrimas, alegrias e lastimas.

Querer mais não é pecado, e quem disse que pecar é errado?
Algumas vezes na vida há oportunidade,
De ver quem “está” ao nosso lado,
E também de quem “está” de verdade.

Envolver-se com outra existência,
Conhecer fora da aparência,
Há diferenças entre pular em um lago ou mar.
Somos nós que escolhemos a profundidade que iremos nadar.

Não parei para conceituar o que virá,
Não sei, nem quero, nem espero, e daí?
Não me importa como tudo está,
Sei que não quero “qualquer um” aqui.

E em relações diferentes e surpreendentes,
Vivo cada vez mais entre pessoas aparentes,
É interessante ver como as pessoas sentem,
Vivem, se defendem, dão risada ou mentem.

Estar preparado para o incerto de modo correto,
Viver escolhendo sem escolher entre mil opções,
Há sempre vários caminhões, vários corações,
Tão dissonante como o modo de origem dos furacões.

Não há maneira de ter ciência,
Do que ainda não aconteceu,
Mas há como olhar no espelho,
E não arrepender-se do que viveu.

__
Sempre que tiro férias digo a mim mesmo que vou resolver as pendências do momento, se for pra colocar em porcentagem aproveitei alguns dias para fazer 30% do que deveria, escrever e postar no blog foi algo que não fiz, não tirei nem tempo para revisar algo que já está escrito e manter a frequência de atualização, mas bom, agora tanto faz.
Acho que este post até faz algum sentido sobre o que passo no momento, mesmo que tenha sido uma ideia roubada de um escrito de uma amiga, hahahaha.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Complexidade das Amizades

Não é por ser reforçado que é necessário,
Dentro deste grupo de modo estacionário,
Qualquer  pessoa ou momento flagrante,
É suficiente pra tornar tudo importante.

Nem buscas ou adjetivos, às vezes são só sorrisos,
E continuo me perguntando, porque separamos amores de amigos,
O tempo pensando faz passar o tempo de vida,
Realmente não há sentido em uma felicidade "sozinha".

E a felicidade conjunta parece não ser "minha",
Dizendo a mim mesmo que é este egoísmo,
Que penetra minhas narinas,
Como aroma em forma de vício.

Só pra negar o "romantismo barato",
Não preciso falar do que é abstrato,
Digo que vejo você, vejo vocês,
E meu amor é querer tudo outra vez.

Uma situação inesperada me testa a capacidade,
De confiar no alheio e controlar a ansiedade,
Sorrisos podem vir de algo difuso,
Um pouco de alegria por sentir tudo confuso.

Já disse, escrever de coisas boas é fácil,
Me desafio hoje a inventar novos laços,
Entre sorrisos, abraços, beijos ou orgasmos,
Nunca foi necessário deixar nada disso de lado.

Mais uma situação com sutileza excessiva,
Seria fácil demais dizer que é só covardia,
Porém os passos são cantados, expostos e exclamados,
Meus reforços positivos estão sempre do meu lado.

Há diversas concepções, olhares, corações,
Unimos tudo bem rápido, com algumas canções,
Vivendo diversas situações com muitos talvez,
E eu continuo aqui perto de todos vocês.

29/03/16


____

É engraçado que enquanto vamos nos desenvolvendo mudamos nossas concepções sobre as pessoas e sobre as situações, e nem sempre é possível divagar ao mundo sobre um insight qualquer...
Parece simples, ou papo de gente que pensa demais, mas o que escrevi neste poema me fez viver uma situação em que me encontrei expondo uma idéia "nova", em uma situação errada.
Agora consigo pensar em duas situações: 1-Ter paciência e esperança de que as pessoas possam compreender certos pensamentos. 2-Ter paciência e esperança de que eu encontre mais pessoas com quem possa compartilhar estes pensamentos.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Controle

Quem detém o controle contém a liberdade,
Ser dono do poder lhe tira a vantagem,
De ser sempre melhor, ou diferente, experiente,
O controle guia, mas ceifa tudo à sua frente.

A segurança do controle se perde fácil,
Quando você abre os olhos e vê que o mundo é ágil,
Como cruzar o sinal vermelho, você sabe o que o controle faz,
Respirando por alguns segundos, é esta mesmo a sua paz?

Posso te controlar sem exigir passividade,
Sem orgasmo ou beijo, posso deixar saudade,
Enquanto o controle te lembra intensidade,
Só te olho nos olhos, com a boca te devorando de verdade.

Um tempo pensando no tempo, às vezes é necessário,
Cada parte de você, pode ser um relicário,
Conjunto de tecidos de você, às vezes lentamente,
São re-descobertos sempre de maneira diferente.

Não creio que seja dentro de uma gaiola,
Que a vida te fará sorrir,
Há mais planícies e flores lá fora,
E o controle vai te limitar, te prender aqui.

De qualquer maneira não há motivo para resenha,
Dissertando sobre o controle te faço refém,
Tentando achar algo que te detenha,
A deixar que meu controle te controle também.

28/03/16 - 20:10
___

O poder, o controle, são temas complicados, complexos e muitas vezes demasiadamente chatos.
É interessante pensar sobre o controle nas situações em que podemos vivenciá-lo, seja em exercício ou em estímulo.
Não vou gastar linhas pra dizer que o controle acontece independente da nossa vontade, essa é uma questão de liberdade na filosofia do Behaviorismo Radical, não é momento pra falar disso.
Mas o controle está ai, independente da sua vontade, independente da sua bondade, você controla e é controlado, e pelas contingências, modifica e é modificado.

That's All Folks!

terça-feira, 15 de março de 2016

Retratando Tentativas

Dedicado Exagerado

Você me inspira e nem sabe o quanto,
Mas tanto faz cara, imagina o pranto,
Que já tivemos que deixar por ai,
Hoje em dia, a gente vive assim.

Mas olha, tenho medo de altura,
Mergulharia tranquilo nesta piscina,
De intensidade com traços de loucura,
E a gente vive uma vida que alucina.

Olha só como vou te escrever,
Rimando com poucos "ar e er",
Porque o bonito é o díficil,
Retirando da linguagem todo o vício.

É com tanta força que "sinto" contigo,
Que me deixo ser humano, ser amigo,
E amigo não é uma palavra que eu consigo,
Usar pra nós, é pouco, e isso é lindo.

Acostumado a sentir com calma qualquer "alma",
Me pego com medo, talvez pouco prevenido,
E você aqui nessa casa sem sala,
Me dizendo onde sente arrepio.

Sente o tom deste escrito, é rápido e direto,
É a preocupação minha em ser correto,
Com um pouco de medo do incerto,
Mas ao final, ainda dirá que sou esperto.

No momento talvez, me encontro em dissonância,
Entre amor e ódio, não posso dar passos mas ando,
Não vejo, não há aparência (mas muita distância),
De propósito, uma frase que rima com eu te amo,
Já disse, é fácil escrever, é como fazer um plano,
Em cinco minutos penso no que aconteceria em um ano.

A palavra "romântico", tinha um significado diferente,
Agora troco as palavras por um amor aparente,
Que pra mim é mais difícil do que dizer que estou,
Em distância segura, pra acalmar meu coração.

Sempre foi possível transformar em palavras, sentimentos bons,
Agora trago pra realidade quem eu acho que sou,
O que guardo é o reforço que sinto para viver, vindo de você.

Rimar pra mim só é bonito quando é possível,
Dizer que palavras não descrevem o visível (e invisível),
Que são mera tentativa de descrever a sensação,
De milhões de sinapses dopaminérgicas, e o acelerar de um coração.

__

A impressão que tenho quando "sinto" algo que sei que poderia escrever, é que se fosse pra colocar em palavras tudo o que vivo, só escreveria e não iria aproveitar a situação em si.
Mas como provavelmente já disse, algumas coisas tem que ser escritas, não são retratos de alegria, são tentativas, sempre tentativas, e é ai que está a beleza.












terça-feira, 8 de março de 2016

Pura Física Quântica



 Além do que se vê

Posso  escrever aqui só pra te obrigar,
Mas na verdade é só uma outra linguagem pra amar,
Amar o que eu nem sei o que é,
olha a moça no cinema, passando creme no pé.

Nem há desafio em escrever sobre você,
Não há novidade em escrever sobre coisas boas que se vê,
Mas vou voltar ao assunto principal,
Vou tentar te contar algo, sem imaginar um final.

Já pensou que essa morena, eu podia dizer que é pequena,
Mas na minha cabeça tamanho não é igual,
Ao que se guarda no coração, não é normal,
Dizer-te então, que me despeço somente com um "tchau",

Mas de fato, se peco é na vontade, de ter um amor de verdade,
Verdade que eu não digo que amo, nem quero,
Mas sinto saudade, e espero,
Que queria falar sobre a física, sobre a realidade.

Mudei o assunto da poesia, pra me esquivar,
De covarde que sou, pra deixar você me analisar,
Mas mesmo que eu escreva dezenas de palavras,
Não há nada, serão só metáforas.

O que dá pra dizer com racionalidade,
É que além da saudade, vai ficar uma vontade,
De ter a possibilidade, de ser alguém de verdade,
Que tire o pódio em qualquer qualidade.

E mesmo sem qualidade, eu afirmo uma amizade,
Que só me lembra bipolaridade,
De uma zueira sem limites definidos,
Tentando amenizar estes ruídos.

Tenho medo e me arrepio, de pensar neste filme,
Que por pouco tempo tive a oportunidade de assistir,
Não consegui ter posição firme!
Eu gosto muito de ver você sorrir.

Agora volto para a realidade de uma vida atrasada em horário,
Em que divido minha consideração, sem nenhum honorário,
Não passo ponto pra te encontrar,
Mas fico sentado na linha de te amar.

Só não digo, mas sou só um amigo,
Que é "esperto" demais para não virar inimigo,
E enquanto a gente não puder crescer demais,
Só sorri, só olha pra trás, seu instinto, te satisfaz.

_

Seria fácil demais escrever esse post-poem, e de fato como estou ouvindo Los Hermanos, não quero nem perder tempo pra romantizar ou racionalizar o post. É só isso que está ai, só o que pude dizer, esse é meu romantismo.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Uma Pequena Lacuna

The Lack of Something

A vantagem de realizar algo abruptamente,
É a menor ansiedade ao estar na sua frente,
E realmente parece não funcionar assim exatamente,
Mas felizmente, o bater rápido do coração me diz que estou contente.

Encontros casuais me fazem pensar no após,
Onde me encontro criando futuros,
Esqueço ao fim das concepções, que não existe mais um nós,
E não crer no tempo torna tudo mais escuro.

Daqui em diante, parece que será uma troca de concepções constante,
Dividindo os sorrisos de alegria, entre atração e simpatia,
Não treinei meu coração para não amar as pessoas,
Independente de quem sejam, eu sempre amo suas coisas boas.

Se o problema fosse somente romantizar as relações,
Não estaria neste dia de sol, procurando trovões,
Pareço incapacitado para conviver com algumas conexões,
Ou até despreparado para estarmos a sós.

Se volto a pensar no efeito do seu olhar sob o meu,
Me esqueço do contexto, não sei onde estou, nem quem sou eu,
Todos os esforços estão concentrados nos efeitos do seu existir,
Não preciso me mover, não faço esforço para sorrir.

A esquiva para qualquer palavra errada, seria me denegrir,
Mas após 20 e poucos anos, muito mudou, e ainda estou aqui,
Independente de tudo que eu digo ou sinto,
Me encontro com todo o respeito, diante dos vários contextos.

Nossos pensamentos pouco diferem, estamos em contato,
Talvez o desafio seja descobrir qual é o limite,
Entre os sentimentos que me impedem,
De diminuir a distância entre nossos lábios.

__

Por mais estranho que pareça, foi escrito tocando Eminem. Prefiro não pensar no porque disso.
O pouco do tom negativo sobre o assunto de troca de concepções se deve ao fato de que atualmente mais do que em outras épocas, as ideias que se modificam eu propago quase que imediatamente, é a insegurança do mundo contemporâneo é claro, nada é “seguro” nem mesmo as concepções.

Dá medo, é angustiante, não vou dizer que gostaria de agir somente com o coração, sem racionalizar o amor em partes porque isso seria somente mais uma forma de sofrimento, mas que é foda, é foda.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Tomando (Cons)Ciência do Controle

Escolhas Próprias

Vou carregado de teimosia fazer o que não deveria fazer,
Com toda sinceridade dessa saudade, de falar com você,
É ai que algo me traz um sentimento ruim,
O rumo da conversa que nos leva pra mais um fim.

Poderia descrever a saudade de uma maneira simples,
Como o costume da sensação boa da sua presença,
Que agora mesmo com o esforço da memória, não existe,
E neste exato momento, nada disso faz a mínima diferença.

Preciso dar risada quando me dizem que queremos o controle,
Enquanto me esforço para compreender que não há como cativar,
Posso ser sincero, mas o que te seduz é você quem escolhe,
Cresço um pouco, dando mais significados ao que pode ser “amar”.

A física ainda não disse como são possíveis algumas dissonâncias,
Obrigado a escolher, preferi lembranças a novas experiências,
E a teimosia se traduz em um grande egoísmo,
Que não vai crescer, mas continua aqui comigo.

Não vou gastar estas palavras pra dizer que “sentir” é um mistério,
Não é porque é inexplicável, que não possa ser “sério”,
É possível pontuar em sua subjetividade, tudo o que me encanta,
É possível contar para mim mesmo, tudo o que me faz falta.

Já que não é possível causar nos outros o que se espera,
Continuo sonhando nesta cadeira, sob a mesma janela,
Sobre trocas de existências e possíveis futuros,
Dentre mentes alheias, sorrisos cativantes e olhares obscuros.

__

Existe sempre uma linha entre duas ideias opostas, em que uma letra que seja, pode te colocar de um lado ou de outro de certa opinião.
Não podemos controlar o fato de que não é possível que as pessoas por quem temos qualquer tipo de apreço se encantem conosco, porém a passividade pode tirar uma oportunidade de mostrar, ou melhor, de trazer pra realidade, um pouco de quem somos.

É ter fé na causalidade de que existem algumas combinações de "nós" que são únicas e boas o suficiente para unir duas pessoas, seja em uma conversa simples ou em alguma outra relação mais complexa.
O extremo leva a um lugar, mas o equilíbrio dá sempre duas possibilidades, sempre há, a possibilidade de uma "melhor escolha".

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Quando é Que a Gente Se Trai?

Escolhas Alheias

Eu deixo a música tocar todas as vezes antes de dormir,
Mesmo sem saber o porque, mesmo sem nem pensar em você,
Nem me importa que seja sempre assim,
Tão pouco em te ganhar, ou te perder.

Os dias são melhores quando aproveito coisas pequenas,
Quando pressiono o play de alguma música nostálgica,
Quando é possível observar as coisas serenas,
E experenciar aquela alegria quase lisérgica.

Até você olhar dentro dos meus olhos e me por em questão,
Sem nenhuma palavra, sem nenhuma expressão,
Conectada a fundo demais para que eu possa me defender,
Só dá tempo de perceber, o acelerar do coração.

Não vejo importância em retribuir qualquer olhar ou palavra,
Trago pra realidade o que eu sinto, ou acho que sinto,
Quero te tirar do lugar, te deixar sem ação preparada,
Mas você sabe que é certo, que se te prometer meu coração, estarei mentindo.

Não estou ocupado, também não estou amando ninguém,
Não sei se este comportamento é medo,
Ou se é pelas pessoas, sentir desdém,
Mas pra me conectar com alguém, imagino que seja muito cedo.

Mesmo dentre verdades surpreendentes,
Muita gente prefere viver num mundo mais aparente,
Diversas atitudes previsíveis, mesmo que aversivas,
Trocando uma alegria factível, por uma mentira previsível.

Estranho né?

__

Um mês completo sem postar, aconteceu bastante coisa importante, muita coisa escrita, muita coisa indescritível. Mas não dá pra criar tempo do nada, e conforme o ano avança provavelmente o tempo livre vá diminuir.
Espero que neste ano eu consiga melhorar o vocabulário pra expressar as coisas surpreendentes que eu me deparo todo dia. Por hora, só precisava escrever aqui, que mesmo sabendo que um histórico longo de reforçamento explica qualquer tipo de comportamento, eu fico espantando toda vez que algum dos dois elementos de um casal tenta reconciliação quando há algum problema grave entre um dos dois, sei lá, tem coisas que não dá pra reforçar.


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Chove Chuva!

Hey Little Liar

Envolvendo-me em uma discussão com fins pré-definidos,
Descrente desta certeza que inventamos,
De que olhamos nos olhos e compreendermos nossos planos,
De qualquer forma, aqui nós dois, continuamos.

Compartilho de alguma tristeza e alegria,
Há grandes chances de termos histórias parecidas pra contar,
Porém enquanto pra esquecer, você gasta sua energia,
Eu me concentro nos detalhes que quero lembrar.

Recebo algumas palavras e muitas lágrimas,
Pouca “conversa” e muitas mentiras orgasmáticas,
Como se eu transparecesse este tipo de demanda em mim,
Estranhamente, passo longe de querer algo assim.

E acaba que este “mistério” se torna má interpretação,
Gasto energia demais, deitado neste colchão,
O barulho da chuva lembra um trem em movimento,
Álcool etílico demais para estar neste momento.

É difícil discernir o quanto da observação do mundo é paranoia,
Nesta roda de conversa, todos querendo contar as melhores histórias,
E em um encontro particular, eu só consigo pensar,
Em quantas das suas mentiras querem me conquistar.

A natureza faz chover, e me diz pra me abrigar, pra me esconder,
Faço o que quero ou quase sempre somente o contrário,
Só pra mostrar a ironia, de tentar ser certo do lado errado.

Em vista do contrário, levo a vida pro meu lado,
Vou embora aquém de entenderem o porquê,
Sem dar sinal, sem avisar, só me despeço,
Não me importo nem comigo, não vou me importar com você.

Há uma companhia, mas só eu tomo esta chuva,
Por algumas horas, faz muito mais sentido,
Proporcionar de muito longe algum sorriso,
Do que ser contagiado por outros tipos de loucura.

__

Está chovendo a pouco mais de uma semana, todos os dias. A natureza vai aos poucos mostrando como o mundo realmente é, destruindo o asfalto, infiltrando as casas e tudo mais. Bastante perigoso para um motociclista com uma Biz c-100 na rodovia, mas é a vida.




sábado, 2 de janeiro de 2016

Quase um Dilema

Volatilidade

Sem querer sou afetado por palavras,
Re-pensando minhas concepções, emoções, ações,
De certa forma, estas noites são escassas,
Não são todas as vezes que unimos corações.

E quando a conversa é “ao vivo”, a gente se encontra consigo,
No meu caso consigo tocar meu egoísmo,
Não há espaço para meias palavras,
É preferível gastar energia com algumas risadas.

No momento em que juntos de alguém estamos,
Há uma troca de partes de nós,
E com qual delas nos preocupamos?
Em quem pensamos na noite após?

Dou uma volta maior, ou ando na contramão,
Faço o possível, pra não machucar um “coração”,
Sem dar conta de que me perco no limite,
Do meu próprio bem estar, da minha própria razão.

E naquele momento sozinho posso pensar,
No rumo que eu deixo a vida tomar,
Com essa liberdade, posso não decidir nada,
E fazer disso mais uma “estrada”.

E naquele momento com alguém posso pensar,
Em como as pessoas podem me modificar,
O quanto de mim as pessoas irão tirar,
E o que de mim elas irão guardar.

Relações são éter, e isto é um problema,
Gosto de volatilidades, e mantê-las, ainda é um dilema.

__

Talvez o sentido das últimas duas frases tenha dado a ideia das “relações” serem fúteis, não acredito que devam ser, mas atualmente infelizmente tudo é muito volátil, então mantive as palavras.
Mudar de ano por enquanto só significa que vai haver uma nova guia nos “anos” do blog.
That’s All.