quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Carolina é Uma Menina Bem Dífícil de Esquecer ♫

Trilha:
Seu Jorge - Carolina
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Compartilhando Alguma Outra Existência

Foi de uma tentativa de seduzir de forma diferente do comum,
Que o poeta quis escrever com quase sentimento nenhum.
Para ser diferente não precisa ser esquisito,
Até que no meio disso tudo, encontraram algo bonito.

Obviamente o corpo não vai se separar da mente,
Obviamente criamos um atrativo sexual entre a gente,
Felizmente ou não, não vou explicar então,
O quanto defendo este momento do meu coração.

Já foi dito que, não se pode beber água com muita sede,
Me concentro ciente, de como é bom te encostar nesta parede,
Em dois organismos que soam em tom um pouco parecido,
Sem tempo, ao vento, e além deste contato, sorrindo.

Com a boca gastando energia de forma caótica,
Uma troca em que sem proferir muitas palavras,
Podemos conversar de forma exótica,
Por vezes violentamente, por vezes de forma sensível,
Independente de qual é a frequência,
Compartilhamos nossas existências.

Neste momento é possível compartilhar,
Nossas interações com outras pessoas,
O que nos deixaram e nos tiraram,
Assim neste encontro, de forma muito boa,
Independente de qual é a frequência,
Compartilhamos nossas existências.

Escrito em 26/08/2015
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O problema de programar postagens é que no meu comentário meu “tom” vai ser igual em todas elas, esta é a terceira programada, e sinto que não estou muito animado para comentar algo. De qualquer forma, vou falar sobre o que está escrito.

Já faz tempo que eu escrevo de forma que preciso perceber melhor os temas que eu gosto de abordar, e falar sobre eles de forma mais específica. Gosto tanto de Comportamental, mas a palavra “Existência”, que na minha vida tirei da Fenomenologia faz muito sentido, é um conceito muito bom para explicar o que eu quero dizer, seja no sentido de “não ser física”, quanto no sentido de ser possível imaginar esse conceito como a junção das coisas que fazem parte da vida de uma pessoa, e ainda, que duas existências compartilhadas seriam este encontro entre as duas vidas, ou todas as coisas destas duas pessoas...é viagem e é criacionismo pra caralho falar assim, mas quem sabe um dia eu escreva sobre cada conceito pra me formar melhor como poeta amador.


That’s All Folks!

PS: Deste post em diante, todas as vezes que eu quiser me referir a música, vou utilizar um símbolo ao invés do (8), que para quem sabe, era o atalho para o símbolo de música no antigo MSN...
R.I.P Internet Slangs : (

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Rápida Passagem em São Paulo

SP

Vejo além do que posso,
Vejo com vidros nos olhos e gosto,
Do ambiente e das companhias,
A cidade grande e suas alegrias.

Com tabaco e um pouco de álcool,
Vejo prédios demais aqui do alto,
Sem pensar nem imaginar este tempo,
Nem preciso escrever, mas tento.

E a noite nem sei se irá começar.
O "role" tenho certeza de quando irá terminar,
Mas lembranças de nós ninguém rouba,
A gente veio pra cá, e não vamos ficar atoa.

Sem ter certeza de um fim, só vou dizer,
Que de vir pra SP, não vou esquecer.

12/12/15 - 21 p.m.
escrito em poucos minutos na sacada de um prédio no Tucuruvi em são paulo,
nem sempre quando é rápido fica bonito e expressa o sentimento de forma correta,
mas o que são as palavras pra descrever tudo isso afinal?
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Bom, pra não tornar isso um diário vou tentar ser sucinto e não enrolar.
Consegui ir pra São Paulo este final de semana, fiquei quase 100% do tempo fazendo alguma coisa lá, e dessa forma aproveitei muito este pouco tempo.
Deu pra fazer algumas compras, assistir um show em um barzinho (with a lo of beers), dar um rolê na paulista, conversar bastante com a galera que eu conheci, dentre outras coisas...
Valeu a pena demais...foi a primeira vez que pude ir pra lá e fazer algo que eu realmente gosto, com pessoas que eu também realmente gosto.

Ai segue algumas fotos, não vou colocar muitas com as pessoas pra não deixar isso muito pessoal.

PS: Tomei uma cerveja trapista, e achei um CD foda do As I Lay Dying, isso valeu o role demais!

Chimay (Trapista porra IUAEHUIAEH)

Fuck the Police

Comprinhas na Galeria do Rock

Vista do predio em Tucuruvi


Livraria Cultura

Tietê Clichê

Av. Paulista

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Um Dia de: "Te Ver"

Cisão

Meus lábios contra os seus, incansavelmente,
Consigo decifrar os movimentos da sua boca,
É igual, mas é sempre diferente,
Percebendo a inutilidade da sua roupa.

Olhos abertos se fecham mediante o cansaço,
Cansaço cansado de um dia sem você,
Descanso cansando de te ver.

A explosão química regendo lágrimas,
O estômago queima,
Vomitar o mundo não é novidade,
Saudade não é novidade.

Sumindo por entre luzes acesas e portas abertas,
Na prisão da exposição íntima,
Pouco acontece por entre as janelas,
Diante de uma energia ínfima.

Vem você, sono, e água,
Amor, relaxamento e calma,
E dentro do pensamento revigorante,
Algo pra seguir adiante.

Às vezes é necessário limpar todo o quarto,
Assim como limpar os pensamentos,
E você dentro do meu abraço,
É algo que eu concordo, algo que eu entendo.

ano passado, sem data

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Sempre que eu termino de escrever alguma coisa, corrijo alguma pontuação, troco alguma palavra pra adequar mais ou menos uma métrica padrão no poema (se for o caso) e releio o que escrevi diversas vezes.
Eu acho que nunca comentei aqui, mas há um tempo (e ainda em alguns assuntos), não sinto tanto prazer em ler o que fiz, havia certo sentimento de aversão ao que estava ali escrito. Recentemente depois de várias reflexões sobre isso, descobri que devido à natureza do poema, ele me mostra algo de mim que não é latente, algo que eu não havia percebido, mas que está ali em forma de palavras. Pois bem, descobri então que essa sensação é nada mais do que falta de maturidade pra elaborar os conteúdos que surgem na poesia, é como se fosse eu contando a mim mesmo como vejo as coisas. Mas isso melhorou, e parece que voltei a ver a beleza dos escritos, e até melhorei na escrita com isso.

Este post tem mais escrito do que poema, chega.


That’s All.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Percebendo a Realidade

Disambiguation

E quanto mais eu decido ser meu próprio ideal,
I fell more distant from everyone, and the things start to fall,
Não há tantos motivos aparentes para se distanciar,
Maybe this is Just fear of something that is too far.

We can keep living, writing, feeling the world as we can,
As coisas mudam vagarosamente, assim eu caminho também,
It’s a mistake, pull the brake from a faster life,
Mas ninguém liga, o mundo quer mesmo é que a gente se mate.

Talvez seja exigir demais, compartilhar-se em totalidade com alguém,
And it’s addictive to fell the a passion everytime again,
Acabamos nos conformando com a “realidade”,
And we keep going with the flow, thats what we call life.

Escrito em 26/08/15

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Um “Eu”

Hoje não tem talvez, hoje não tem vocês,
Hoje sou eu e qualquer gripe, hoje sou eu sem ninguém.
Hoje não falo de sorrisos, hoje existo comigo,
Amanhã quem sabe, eu vá ao encontro de algum amigo.

Aqui faz todo sentido, olhar no espelho e se enxergar,
Não sou uma pessoa só, um todo, um ser, um inconsciente.
Sou várias partes de milhões de coisas, juntas ai na frente.
Sou várias experiências, várias tentativas de amar.

O complicado do sentimento de amar,
É que ele é bom demais para não compartilhar,
Rimando verbos só pra dizer,
Um sentimento que por hora não quero ver crescer.

Queria apenas confirmar, se o que me atrai,
São incompletudes, improbabilidades e imprevisibilidades,
De forma a prevenir problemas futuros,
E futuras insaciáveis saudades.

Um poema falando de um “Eu”,
Que se viu existindo por poucos segundos,
Meio a convites de outros mundos,
Falando absurdos, tem um “eu”, que é só seu.

Escrito em 29/06/15

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Só algumas considerações sobre os poemas.
O primeiro foi um experimento sobre misturar as rimas em inglês e português de forma alternada, algumas letras da banda que faço parte tem algo parecido, mas eu nunca havia tentado alternar em todas as linhas, ficou bom, até meio musical, se eu trouxer isso para alguma música nossa eu trago aqui no blog, mesmo que pareça um pouco divergente um blog de poesia postando músicas de metal, mas enfim...

O segundo é descritivo, saiu de uma vez que fiquei doente em casa, e como sempre digo pros meus amigos em conversa, é quando a gente fica doente morando sozinho que saca a falta que algumas coisas e pessoas fazem, de qualquer forma é uma boa oportunidade pra observar como percebemos a realidade ao nosso redor, e amadurecer com isso.

Que fique claro, que eu não acredito que alguém consiga observar a realidade como ela "é" de fato, isso um dia será assunto pra um post escrito.


E isso é tudo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Sentimentos em Comportamental

Efeitos Intermitentes

Tão rápido quanto um reforço intermitente,
Sem se importar em gastar energia sempre,
Consciente, de que tudo pode de repente,
Dar errônea impressão de como é o presente.

Certas mudanças nós percebemos fácil,
Geralmente são as mudanças que acontecem pra baixo,
Se te agradar ocasionalmente, posso ser um arraso,
Se for intermitente, e me esquecer uma vez, mudo de bom para chato.

Dizer “sem se importar”, é como dizer “foda-se”,
Sem querer ser impessoal, mas é assim que quero ver,
Todos podem ser o que querem ser, como querem viver,
E eu do lado de cá, escolho alguém pra chamar de “você”.

É necessário tanto para escrever quando para sonhar,
Um “alguém” pra ser o ambiente, algo para reforçar,
Reciprocidade é luxo, assim gosto de pensar,
Pois apenas de mim depende, minha vontade de amar.

Formando tríplices contingências por ai,
Não ligo de estar aqui, estar assim, estar ali,
No meio das pessoas, pouco alheio, há com certeza coisas que eu não percebi,
Mas não me importa relembra-las, me importa lembrar que vivi.

Nem todo orgasmo, satisfaz nossa vontade,
Nem todas boas satisfações são acompanhadas de exclusividade,
Tudo continua, sem percebermos esta eternidade,
E dos nossos reforços intermitentes, vamos sentir saudade.

Escrito em 04/11/15

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Não há muita coisa a dizer agora, estou reformulando o blog e vou voltar a divulgar o conteúdo.
Sobre este poema a inspiração foi comportamental, gostei do resultado e espero conseguir escrever outros do mesmo estilo, poderia ter feito algo mais decente pra usar a frase que Skinner coloca em Walden ll: “O que é o amor exceto outro nome para o uso do reforçamento positivo? Mas acho que já está de bom tamanho para um primeiro "experimento" hehe.

Fazendo uma limpeza descobri que tenho digitalizadas aqui no blog por volta de 50 mil palavras, mais ou menos 180 páginas, entre rascunhos e poemas publicados. Como escrevo desde 2005 (talvez tenha algo antes), vi que não posso deixar este conteúdo abandonado assim tão facilmente, desta forma enquanto eu conseguir escrever poemas de qualidade razoável vou prosseguir com as postagens.


That’s All Folks!

Referências:

SKINNER,  F.  B. Walden II:  uma  sociedade  do  futuro.  Tradução  de  Rachel  Moreno  e  Nelson Raul Saraiva. 2ª Edição. São Paulo: EPU, 1978.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Alheio

Uma parte disto é não querer se encontrado,
É fácil olhar e dizer que estou errado,
Uma parte disto é ser sincero comigo,
Aumento o volume dos fones, assim vivo o mundo sozinho (e sorrio).

Sob outros olhos não faz diferença que sou,
Arrumando o cabelo no espelho, pra que?
Só eu sei pra onde fui e vou,
Quem é egoísta, eu ou você?

O som volta a distrair os sentidos,
Caminho, respiro, observo, mas dou atenção aos ouvidos,
O mundo é alheio também, olha só!
Reciprocamente nós não temos dó.

De tempos em tempos,
Compartilho a trilha sonora, e alguns momentos,
Não sou alheio neste recorte,
E vou confessar: achar quem compartilha é sorte.

Não vou fingir não saber,
Que não sei de onde isto tudo foi nascer,
Sei das pessoas, beijos, cheiros, lugares, barbáries,
Agora é parte de mim, independente de como eu encare.

Desta forma aos poucos,
Escrevo o futuro, no meio de todos,
Alheio a muito,
Que não cabe (agora) no meu mundo.

Tantas críticas agora e depois,
Família, amigos, trabalho e “nós dois”.
Vou na mão contrária do que irá me prender,
Vou na mão contrária, até de você.

Alheio às vezes, para tentar me conhecer,
Sempre me disseram como eu era, ou iria ser,
Mas não era assim que eu via,
Precisava descobrir o que acontecia.

Não sei quanto de mim, eu mesmo criei,
Alheio a coisas, que eu não aniquilei,
O quanto do meu amor, não é de ninguém?
Ainda não sei o que é meu, para dar a alguém.

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Este era pra ser um poema descritivo sobre algumas sensações, o pensamento pra escrever ele foi uma saída da sala de aula, ouvindo musica a um volume pra ignorar o som de fora. Às vezes é engraçado escolher a trilha sonora pra sua própria vida, talvez por isso é tão bonito admirar quando a trilha sonora de um filme combina perfeitamente com as cenas.
Então existem tipos de poemas, e eu já devia ter categorizado.
That’s All.

PS:
Soundtrack

  1. Eyes Set to Kill - Surface
  2. Job for a Cowboy - Entombment of a Machine
  3. The Strokes - Under Cover of Darkness


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Pequena Dose, de Irresponsabilidade

I’ve (not) Been Lost for Long Enough


Falando aqui, de mim pra mim,
Não sei como as coisas funcionam, mas sei que estou assim,
Tentando conseguir as mesmas representações,
Tentando deixar minha marca dentro de alguns corações.

Se o mundo permitisse, deixaria que meu instinto me guiasse,
Atravessando-a com energias, para encontrar todo seu ápice,
Porém hoje tenho algo além para me preocupar,
E me vejo sentado escrevendo, tentando lhe explicar.

Independente das concepções gerais, do senso comum e tudo mais,
Sinto a alegria contagiante, calmamente mostrando que a vida pode ser mais,
É engraçado após todos estes anos de certezas depressivas,
Sentir-se transpassado por quem acredita na vida.

Muitas vezes, e é comum encontrarmos casos,
Em que mudanças graves ocorrem,
Após grandes desastres, momentos raros,
Depois de sofrer muito as pessoas escolhem.

E não fiquei perdido por tempo suficiente,
Pra encontrar alguém e me encontrar para sempre,
Nem sempre a gente entende, a vida como algo contente somente,
Agrada-me abarcar a quântica, a “coisa” boa e ruim, ambivalente.

Sofrer não é melhor, nem tanto pior,
É mais fácil explicar, que eu sei sentir quando dói.
Agora tudo volta a ser ação,

Posso novamente gritar que nada é em vão.

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Hoje sem trilha sonora, só dando uma vasculhada em coisas antigas. É ai que dá pra analisar o que mudou, e o que ainda continua o mesmo na nossa vida.
Me peguei num momento de irresponsabilidade por alguns problemas na faculdade, e infelizmente, mesmo contra a minha vontade de "ouvir ditados", vou aprender uma lição a duras penas...não precisava ser assim, mas não podemos mudar o passado, então Let it be.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Do Organismo ao Sorriso


Espontaneidade

Vivemos em quatro dimensões,
Três para nos movimentar,
E uma quarta: o tempo, para contarmos passar,
Assim vivemos nós, com nossas razões.

São tantos resultados possíveis, com somente quatro variáveis,
Misturamos isso a nossa biologia, e obtemos combinações inimagináveis.
A junção destas dimensões, chamamos de espaço-tempo,
O resultado da mistura do nosso DNA, chamamos de organismo.

Cada organismo dentro do espaço-tempo,
Vive sua história, tem seus próprios momentos,
Cada ser escolhe e age de sua própria forma,
E assim também, nos misturamos com as pessoas a nossa volta.

Imagine só! Quantas possibilidades temos ao nosso redor!
Pessoas que já bateram o dedinho do pé na cama,
Pessoas que decidiram viver uma vida vegana,
Pessoas que apenas por serem elas, conquistam respeito e amor.

E no mundo dentre as atuais sete bilhões e trezentos milhões de pessoas,
Tenho a honra de conhecer uma com certas coisas muito boas,
Obviamente, as características pessoais são únicas,
Mas não é demagogia, dizer o quanto únicas são as suas.

Apropriando de uma Psicologia qualquer, vejo sorrisos,
Sei que podem estar defendendo um coração partido,
De qualquer forma, vejo que eles demonstram uma crença,
De que se as coisas não mudarem, você fará a diferença.

Atitudes positivas, tomadas frente às esquinas da vida,
Uma força invejável, parece sempre haver saída,
Pensando bem, faz sentido gostar de ouvir o que você conta,
Parecem instruções específicas: Olha só o que a vida apronta!

Vejo atitudes  que me atingem forma espontânea,
Saio da minha zona de conforto controlado,
Me lembro de como é, agir de forma instantânea,
Parando pra observar o ambiente, olha só, você está aqui do lado.

Neste pequeno espaço de tempo, que me dediquei a escrever,
Pensei em tantas coisas que poderia dizer, mas vou me ater,
Parte disto pode ser um ideal meu, tentando enxergar seu futuro,
Como você, como soma das suas coisas será num próximo turno.

Do lado de cá, sinto a influência da sua pessoa a conversar ou tropeçar,
Sorrisos que com você combinam, e o externo cativam,
Visões diferentes, um “foda-se” particular,
Mas é um poema sem graça, de coisas boas é fácil falar.

Mas a graça é que todas estas letras unidas,
Não explicam em nada as nossas vidas,
Só dão ideia do que produzimos em horas vagas na sala,
O resultado de duas experiências compartilhadas...

E letras demais enjoam.

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Para a Su.

Fazia tempo que eu não fazia nada dedicado, da mesma forma fazia tempo que eu não misturava tantos conteúdos num só lugar, não ficou tão desconexo quanto eu imaginei, então tudo bem.
É obvio que escrever é sempre uma viagem nas suas próprias concepções sobre a vida, e nem sempre é uma viagem completamente agradável, mas o propósito deste escrito é descrever como é possível mudar a visão de mundo que temos diante das situações, as vezes as pessoas até creem em coisas parecidas, mas a maneira como falam e externam estas intenções, influenciam no que irá voltar pra elas mesmas, eu ainda falo “foda-se” pra muitas coisas, mas lentamente vamos achando novas palavras, buscando maior assertividade, é isso.









terça-feira, 22 de setembro de 2015

Ice, is not always nice.

A Senha é “X”

Escreveria completamente em terceira pessoa,
Escreveria relatando uma coisa boa,
Mas o personagem deste drama sou eu,
E este pequeno pensamento é seu.

Poderia complexificar as palavras, submetê-las ao limbo,
Mas perderia muito do significado, de um assunto tão íntimo,
Dividindo as relações em dois, podemos nos responsabilizar,
Por metade dos acontecidos, estamos fadados a errar.

Tomei a decisão de cortar um tipo de relação,
Evitar um compromisso, sem motivos em vão,
Aceitar a raiva alheia, por algo que achei correto,
Isso de forma alguma me faz ser um cara esperto.

Tive a rara oportunidade, de ver o resultado de uma equação,
Um bom resultado de fato, mas que não contém a variável do meu coração,
Sinto-me quase completo de alegria neste sentido,
E me mantenho numa posição, por enquanto sou um amigo.

Sorrisos que geram dores abdominais, é demais,
Até esqueço que me vejo como carrasco, se olhar pra trás,
E sou quem sou, não sei aonde vou, ou vamos,
O que me importa, é que sem segundas intenções, aqui sorrimos.

Não paro por mais de um segundo pra te perceber,
Não há contexto, nem objetivo, não é o que eu quero fazer,
E não sou nada diante desta equação,
As pessoas tendem a agir errado, nesse caso, eu não.

Imagino por poucos segundos, a soma das nossas existências,
Saberia sem pensar, aproveitar toda sua essência,
Sei do que sou capaz, sei o que eu consigo,
E nesse momento estático, estou completamente dividido.

Poderia escrever linhas infinitas, e nem diria qualidades,
Nem dizer o quanto é bonita, nem nenhuma das suas especificidades,
Não é correto e de fato até mostra do meu lado mal,
Crescer é engolir a seco, e eu volto a ser pra você, uma existência “virtual”.

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PS: Usar a palavra virtual é difícil, me refiro a algo que existe apenas simbolicamente, ou uma existência artificial, e não virtual no sentido tecnológico.




Não é necessário escrever demais, são apenas situações da vida, dar muita poesia talvez atrapalhe nas elaborações. De qualquer forma certas coisas vivemos com pesar, nem sempre é possível ter de tudo, as pessoas tem concepções diferentes de mundo, cada tem seu ideal, seu objetivo, seu amor, sua filosofia de vida.
Essa coisa de “seguir a vida” neste momento agora, é pra mim pura ironia, a vida será vivida pois é assim que a gente leva, continuamos apenas, nada mais do que isso.
Sinto que não é o momento de registrar certas lembranças, ainda há muito o que se fazer.
E olha que legal, deixei a parte subjetiva da poesia pro texto do final.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Desabafando rapidamente

Fora do Comum

Mesmo com a pele gelada, o corpo quer transpirar,
Um comportamento diferente é chamado de rebeldia,
Nesta época faz falta alguém pra me ouvir falar,
Até tenho dor de cabeça diante de tanta hipocrisia.

Não sou nem tão contrário quanto poderia,
Utilizo pouco desta minha energia.
E o que em família achavam motivos pra elogio,
No social deixa meu emprego por um fio.

Não vou deixar de ser o pouco que sou,
Pra agradar dificuldades de maturidade alheia,
Não mudo o mundo somente onde estou,
Minha influência vai até você, de noite cochichando na sua orelha.

Infelizmente nem a graduação que escolhi,
Tem o canal para a expressão do que hoje há em mim,
Dissolvo tudo isso em álcool, até que as coisas se resolvam,
Quanto às pessoas que me querem “comum”, elas que se fodam.

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Pra postar não é nem falta de tempo, é falta de contratempo.