quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Que Seja

Quase um Desamparo Aprendido

Mas eu esperava deixar o inesperado,
Mas eu gosto de dormir sem ninguém ao lado,
Mas eu sei, que não paro de beber este álcool,
Sei disso, mas falta algo.

Falta algo que não sei,
Falta algo que não vivi,
Falta algo que não conheci.

As estrelas continuam a brilhar,
E as cicatrizes a se mostrar,
Cada dia um corte novo,
Pra poucas estrelas cadentes a sumir no céu.

É bom continuar puxando as linhas da coberta,
As cores da linha vão variando,
E assim vou pensando que posso ter tudo,
Quanto mais linhas eu puxo,
Vejo que estou indo mais fundo.
Até onde só possa afundar.

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Adele - Rolling in the Deep

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Infrações da Liberdade

Um Pouco de Vodka e Repetição de Palavras

Agora com o vento no rosto e sua mão no peito,
O pensamento se entrega e fica sem jeito.

De tanto saber demais, o conhecimento sumiu,
De tanto amar demais, o amor se esvaiu.

Gostaria de trazer a simplicidade pra fora,
Gostaria de ter seu abraço agora.

Mas quem disse que é cedo?
Prefiro todo "cedo", ao medo.

Desejo de afetar, desejo de adentrar,
O desejo foi conquistado,
O abraço foi apertado,
Agora com o vento no rosto e sua mão no peito.

A certeza da incerteza existe,
O sorriso se lembra que é triste.

Não quero que o tempo pare e me diga,
Que isto tudo, explica a dor na barriga.

Não quero enxergar, apenas por hora,
Gostaria de trazer a simplicidade pra fora,
Gostaria de ter seu abraço agora.

Nestas horas transformadas em segundos,
Neste 1,2,3 tão rápido que é absurdo,
Do 0 ao 20, preciso só deste momento,
Agora com o vento no rosto e sua mão no peito.
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E quem consegue prever alguma coisa?
Nas várias formas que o tempo toma durante as nossas vidas,
Os neurônios se acham todos velhos e experientes,
Até que chega o alcool e mata todos eles.
Pra que nos momentos mais importantes,
Tudo seja Inusitado.
E pra que planos, se o caos também me faz sorrir?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mais o Que? Masoq

1,2,3 Sem Ser Punk
Ainda guardando infínitos universos,
Dizendo mais besteiras do que antes,
Está tudo virando aos avessos,
E se destacando pessoas importantes.

Mas o que, é que me faz triste aqui?
Descongele este pensamento,
E deixa que eu te mostro, o quão frio,
Posso fazer um sentimento.

Diz mais um "ui", mais uma mordida,
Mais um aperto de mão, mais um abraço,
Mais uma "ultima" partida.
Do coração, menos um pedaço. (take it)

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1,2,3, toca o telefone, dói algo no peito, a dor de cabeça é forte,
mas só tenho 3 segundos para senti-la, então ela não faz tanto efeito.
num quarto com muitas pessoas, são 125 Kcal por hora para cada uma.
Mas acho que nem com mais 4 litros de vinho, consigo entrar lá,
e fazer que o clima esfrie.
Mais alguns cabos azuis, pra conectar uma máquina na outra,
do outro lado da parede, as conversas tentando conectar as pessoas,
usando o alcool, pra aumentar a velocidade da conexão,
Mesmo assim, eu entro lá, sento no chão, e tudo é fácil demais.
É tudo muito simples, é tudo muito Ser Humano, é tudo vago,
é tudo previsível.
Nenhuma palavra me faz torcer o pescoço, e esquentar o pensamento.
Então a noite vai indo, minutos depois o sol ilumina a sala,
De um quarto com cheiro de alcool, feromônios e gente que
fala palavras desnecessárias.

Viva a vodka, viva a psicanálise, viva os power rangers,
Viva a vida, Viva a morte.

domingo, 10 de julho de 2011

A Calma Revolta, Que Dá Carona a Paz.

At the night, live, or not.

Na minha frente a rodovia é o que vejo,
Acelerar é diminuir o atraso,
No banco de trás o som de um beijo,
E pensamentos rápidos, tanto aqui, como ao lado.

Não só pisar forte no pedal, é fazer o mundo mais rápido,
A cabeça já não consegue contar até 10, por que agora,
Só existe 1,2,3, o resto todo é chato,
E nínguem se importa com o mundo lá fora.

O resto não importa mesmo de manhã,
Sei que o amanhã não me traz sorrisos,
O amanhã nem chega, se não for a base de comprimidos.
Com o objetivo de manter a mente sã.

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Não há menos, não há mais.

E estamos nós lá, sentados, com todos os anos metidos na cabeça,
Com todas as idéias, com todos os conceitos, mas mesmo assim,
O desejo de errar, nos leva até aquele mesmo fim,
Cada um com seu motivo, fazendo com que o outro, não se esqueça.

Só o contato que novamente, quer desafiar leis,
A física só existe agora,
Nesta hora em que quero atravessar suas células,
Esquecendo que não existem coisas mais belas,
Deixando que algo dentro da mente,
Me leve pra sua boca,
Me leve para frente...

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Hora sim, hora não, minutos passam, o calor aumenta.
Neste minuto pós matança, não da pra entender o conceito de igualdade.
Apenas neste pequeno ínfimo universo de merda machista e maciça,
O sorriso é o único que me faz não sair para as ruas, comprar uma arma,
E levar daqui uns 20 comigo.

Apertaria o botão, pra matar um, e ganhar um milhão.
Assim como daria minha vida, por qualquer moeda.

Os conceitos estão aqui, os pré-conceitos também.
Como disse, o ínfimo mundo ao meu redor, chora, reclama e aponta o dedo,
Apontam o dedo sujo de sangue e ódio dos seus próprios antepassados.
Tem gente que ainda fica se preocupando com religião,
Tem gente que fica se preocupando comigo, quando bebado caio no chão.
Tem gente que adora ser sábio, falar das merdas dos outros,
Quando a merda real, está dentro de suas próprias entranhas.

Meu suor se transforma em capital, meu capital eu queimo socialmente,
Minha mente só quer paz, e minha face só demonstra sorrisos,
Faço anarquia criticando a política, junto com todos meus amigos,
E nem por isso, deixo de enxergar, que sou um simples, e destruidor,
Ser Humano.

Se Deus existe mesmo, gostaria de que ele nunca me deixasse esquecer disto.

domingo, 3 de julho de 2011

É Né

Um Tudo de Nada, Numa Curta Madrugada

O desejo, é tão ínfimo quanto o acontecimento,
Se é egoista ou não, o fato é, que sozinho é outro sentimento,
O Álcool faz algo, o Álcool encontra um lugar escondido,
Escondido o suficiente para não ser entendido,

E agora o sentido não faz sentido,
E a rima não se encontra no pensamento amigo,
O dia já se anuncia, o sol nem quer mostrar a cara,
A dor é pequena, mas dentre a escuridão, se faz clara.

As palavras foram ditas, a verdade como sempre tenta ser uma só,
Mas dentre tantas palavras, o sentido é pequeno,
Dentre tantas palavras o amor ainda é externo,
Externo e longe.

Talvez a bebida seja pra não enxergar o horizonte,
O horizonte tão longínquo, o entendimento tão incompreensível,
Um beijo assistido, certo de que o efeito seria ruim,
Tanto faz, nada fez força suficiente para mudar o fim.

O fim chega, chega como a luz.
A luz vem do sol, sem que o sol possa ser visto,
Assim como a vontade de viver,
Que vem sem o amor ser vivido.

sábado, 11 de junho de 2011

Olha Pra Trás, e Ouve Legião Urbana


Leve

A falta é, de oportunidade do passar,
A falta é, a junção de nenhuma pressão e atenção,
A falta é compreensão.

O que sobra é a paz,
Graças a dDeus? Bom, acho que não,
Complicar um sorriso com religião,
não é necessário.

(A) Verdade se faz necessária,
É ingrediente base,
Em qualquer teoria diária.

Entrando calmamente no mundo do pensar,
É facil soltar o corpo,
Viver do pensamento, e senti-lo voar.

Nesta hora a "base" retorna,
Tocando os pés no chão,
Na esperança de unir o sonho com a realidade,
Na esperança de sentir com o coração.

Agora a esperança, quinta essência da ilusão humana, (oi smith)
Será que vêm do medo ou da realidade?
Bom, mas neste poema, o medo não é minha base.

E olha só, quando sumiu o Amor aqui?
Talvez quando a realidade sentou na sala,
E tomou muitas xícaras de café,
Diria até, que tranquei as portas,
para que ela nunca mais saia.


o original. e hoje não vou jogar fora.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Que Restou

O Novo Vem Com o Fim do Velho.


Só uma data,
Só um pensamento,
Só uma lembrança,
Só um lamento.

É a mesma música,
É o mesmo sentimento,
Só não me resta mais nada,
Além do próprio entendimento.

Não dá mais pra chorar,
Não dá mais pra sonhar,
Os poemas são nostálgicos,
E eu não lembro como Amar.

A maldição é o sorriso,
A maldição é sorrir com isso,
Troquei meu vício, prevendo um fim,
Não te aplico mais na veia,
E não deixo que se apliquem em mim.

Algo dói na mente,
E é ela ser trancada, e não mais um presente.

O Amor fujiu com a Dor,
Rapidamente pela corrente sanguínea,
Se alojou no consciente,
E lá se trancou.

Já escrevi um "aqui estou",
Mas ninguém está mais,
E não dá pra correr o tempo pra trás.
Então, só e somente só,
sobraram todas as letras...

Rafael, Rafael Moreira de Almeida...
...and that's all.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Than This

Procurando o Que Só Eu Encontro

Esta procura infinita é para encontrar algo, (lógicamente)
Que faça muito sentido, e seja menor que um palmo,
Pode ser uma palavra escrita ou proferida,
Pode ser um presente, pode ser um olhar ou um sorriso,
Pode ser um beijo, pode ser um abraço ou pode ser um amigo.


De qualquer maneira deve ser possível entregar,
Encontrar este tesouro, matar as palavras,
Mas mesmo assim, passar pra frente o sorriso do "Amar",
Matar a palavra "Amor", sem deixar de sentir o fervor,
Do "Misto" de pensamentos que ela representa.

Posso viver por besteira, e as vezes até acredito nisso,
Realmente não importa, pois sei manter meu sorriso,
Sei onde econtro abrigo, sei onde mato meu egoísmo.

Os rascunhos todos somem como sempre,
E como sempre, escrevo sorrisos que ninguém entende,
E como sempre, a realidade só vem para quem perde,
E como nunca, viver está me trazendo sorrisos,
Que só encontrava ao dormir.

Agora falando do "meio sorriso",
Encontro mais um pensamento, que ainda explica demais,
Felicidade e Realidade juntas, é raro de encontrar,
Não que a felicidade seja presente só no mundo irreal,
Mas ah....
chega.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Hora Em Que o Pensamento Insiste...

...em Desafiar as Leis da Física

No primeiro momenvo, o calor vindo das mãos,
O aperto forte em cada uma delas,
O pensamento se fixa nos pés para confirmar,
Sim, eles ainda tocam o chão.

O olhar é perdido, as mãos jogadas para trás,
No segundo seguinte o olhar se torna frágil,
O pensamento não é mais ágil,
O corpo todo está encostado na parede,
É impossivel voltar atrás.

A fragilidade do olhar agora se fixa na possibilidade,
Que a boca imponente deixa ao ser levada,
Na única direção possível, e é sim inevitável,
Um pequeno suspiro se faz pouco antes da boca ser tocada.

De olhos fechados a primeira sensação é a das mãos livres,
Agora o que não se pode ver,
É um prato cheio para a imaginação acompanhada de uma boa sensação.

As mãos trocam de lugar sem querer,
E o pensamento se perde sem saber,
Como diminuir o espaço mínimo entre um, e o outro ser.

Quando chega a hora em que as roupas impedem,
De continuar em linha reta, no descobrir e querer,
É hora de acender a luz novamente,
Enxergar o real e comparar com a imagem que se formou na mente.

Mais alguns segundos sem pensar, e é possível lembrar de respirar,
A medida que a distância aumenta, o pensamento funciona,
E nos segundos seguintes se descobre a verdade,
Se é verdadeiro ou físico, o que a companhia te proporciona.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Desânimo Chega de Carona Com a Realidade

A Censura Sumiu
E mais uma vez, assim como infinítas outras que estão chegando,
Estou aqui novamente, rodeado de preconceito,
Continuo com as mesmas armas, pensando e pensando.
Não inventaram ainda a máquina que eu tanto sonho,
Que faça entrarem na minha mente,
E fique com ela! eu proponho.
Não aceito devoluções, nem me preocupo, se ficar descontente.

Consigo ainda, sorrir por dentro,
Meio a dores, sorrisos falsos, interpretaçês errôneas e noites sozinho ao vento.
Poeta novamente (lá vem o robin hood) continua escrevendo,
Sem se preocupar com os rumos que a vida vai tecendo.

Deixar tudo só aqui comigo, não faz mais tanto sentido,
Já usei muitas palavras, pra conquistar o que eu já havia perdido,
Hoje me sobraram verbos, tantos verbos, que eu até posso,
Tomar um pouco mais de vodka, e me dedicar mais ao ócio.

Havia antes, a chance de dar passos pra trás, ou passos menores,
Mas mesmo andando devagar, preciso de soluções melhores,
Correr na direção contrária não faz meu tipo,
Continuo pra frente, mesmo que eu ache esquisito.

Escrevi pensamentos tão profundos, quanto o infinito do mundo dos meus sonhos,
Infelizmente, mais uma vez, o preconceito vai mata-los,
Pobres poemas, que não encontraram um coração,
que pudesse confortá-los.

O mais importante deste poema então, e dizer um Não!
A ínfima chance de dar passos pra trás.
Está tudo aqui, no pensamento, e foi armazenado, pensado, decifrado.
Erros são facilmente corrigidos com atenção, e mais comprometimento,
Que eu consiga nunca voltar atrás em um sentimento,
E que eles sejam menos entendidos a cada dia.
Assim como a falta que faz, não faz falta nenhuma,
É brincar na avenida, e ter que voltar, pra sua própria rua.

(antes era fácil, antes era simples, escolher um codinome, trocar o pensamento,
pensar em outra pessoa, dividia "fases".
hoje elas não existem, só exise o pensamento, o compartilhamento, e a vodka)
_

a censura sumiu.